Como vender Web Standards ?

Fevereiro 17th, 2007

Ok, você está aprendendo sobre os padrões da web, comprou livros, está fazendo cursos, jogou aquele livro do Front Page (acho que exagerei nessa…) fora e o removeu definitivamente da sua máquina, xinga as tabelas de demônio, já está olhando meio torto para Dreamweaver, pinta e borda, etc.

E agora ? como é que você faz para vender o peixe dos web standards ou do tableless (não sei como você está preferindo chamar) pro seu cliente ? Isso mesmo… como é que você explica para ele que o site dele vai ser, digamos, diferenciado dos sites feitos pelos sobrinhos, que o código vai ser bem tratado e isso vai trazer benefícios como: um site mais rápido, menos largura de banda consumida, grandes possibilides de aparecer entre os primeiros nos buscadores, etc.

Percebeu alguns termos usados acima ? ´”Web Standards”, “Tableless”, “código bem tratado”, “largura de banda” e por aí vai.

Pergunto isso porque sabemos da dificuldade que existe mesmo para profissionais (?) do meio (gente que acha, por exemplo, que tableless é uma linguagem de programação), para profissionais (?) que tem verdadeiro horror a dar uma pequena olhada que seja no código fonte. Imagine o cliente que nem sabe que o código fonte existe e o que interessa para ele é ter um site bonito, com alguma animação (afinal de contas o mundo anda tão sem graça e meu site precisa ter alguma coisa se mexendo pra lá e pra cá) e, se der para copiar a idéia de layout e até algum conteúdo do concorrente, ótimo !

Além disso, precisamos concorrer com as super ofertas de R$ 150,00, R$ 100,00 e promessas mirabolantes de cadastro em milhares de mecanismos de busca.

Concordam comigo ? já passaram por situações dessas ?

Bem é isso. Quero saber a opinião “marketeira” de vocês sobre esse assunto. A idéia é reunir os comentários que forem feitos e tentar fazer um manual, um FAQ, qualquer coisa que traduza em argumentos de venda os benefícios dos web standards que conhecemos, mas que os clientes não conhecem.

Categoria(s): XHTML

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9 Comentários Insira o seu...

  • 1. Junio Vitorino  |  Fevereiro 18th, 2007 at 10:53 am

    Cara, o pior nesse meio é que por exemplo os clientes nem sabem o que é “Web Standards” ou mesmo “Largura de Banda”, por mais que se explique o cliente não entende qual a vantagem dos padrões, prefere aquele baratinho feito no FrontPage, eu tive uma experiência dessas a uma semana atrás, quando mandei o briefing para um cliente e tive que ir la explicar o que eram, “Tecnologias Desejadas”, “Flash”, “CSS”, e a danada da “Largura de Banda” entre outros. Nossa vida é difícil, muito difícil.

  • 2. Renato  |  Fevereiro 19th, 2007 at 11:19 am

    Realmente não é fácil explicar a um cliente leigo, que as vezes nem sabe usar direito um e-mail, tenho tido alguns problemas nesse caso; apesar de não desenvolver há muito tempo, já comecei aprendendo webstandards, mesmo assim é necessário recorrer a anologias e exemplos para o cliente poder começar a entender a diferença crucial entre um site bem feito segundo padrões e um site feito por “sobrinhos”.

  • 3. Wender  |  Fevereiro 19th, 2007 at 11:26 pm

    Um ótimo exemplo para mostrar a diferença.

    Publiquei este site na semana passada :
    www.receptiveservice.com e trata-se de um site que oferece serviço receptivo para turistas em São Paulo.

    Muito bem, ao efetuar a busca no google por “Serviço Receptivo” o site já aparece em primeiro lugar na indexação !!! Isso não tem preço …

    Boa mestre …

    um abraço,

    Wender

  • 4. Anderson  |  Fevereiro 26th, 2007 at 10:04 am

    Em primeiro lugar, parabéns pela jornada que se inicia com o SEmânticO!!!
    Para o cliente é muito abstrato, pois ele vê o resultado que geralmente é muito próximo ou igual ao de um site sem padrão algum.
    O WebStandards não dá resultado sozinho, ele não atinge objetivos reais de mercado.
    Vejam: WebStandards + Tableless + Semântica + SEO = CAMPANHA.
    O cliente não precisa saber o que é WebStandards, mas precisa entender, e isso é fácil, que sua empresa ou produto será tratado como um todo em uma campanha de mídia que se propõe a lhe dar bons resultados.
    Mas, cuidado com as armadilhas do negócio, pois propor isso vai exigir muito mais critério e estudo de onde, como e quando o cliente deve investir e onde o resultado deve aparecer.
    Como cliente, para mim não interessa comprar CSS e Tableless, minha empresa quer resultados. É como fazer um comercial para TV e a agência vir me dizer que usa MAC, Câmera de 1 zilhão de dólares, Maya, etc…que me importa? quero saber se vou ter lucro. Pensem nisso. Eu não tentaria vender código e sim soluções e resultados, lógicamente, quem paga por site terá site, quem paga por campanha terá campanha.

  • 5. Rafael  |  Fevereiro 28th, 2007 at 11:54 am

    Acho que não devemos vender WebStandards para o cliente…

    Na minha opinião, deveriamos fazer isso em “modo silencioso”, e apenas mostrar para o cliente caso ele solte uma das tão famosas pérolas do tipo:

    “1 mês? Eu mesmo (ou insira “meu sobrinho”) faz isso aqui em 3 dias com um programinha lá e você me pede um mês!11!111one” (medidas de tempo exageradas)

    Este é o único caso em que deveriamos nos extender a explicar a ideologia… Afinal, como eu já li em outro canto, o cliente te contratou exatamente porque ele não entende do assunto, ou não tem tempo para isso.

  • 6. Vitor Prado  |  Março 5th, 2007 at 1:02 pm

    Saudações…

    Deixe-me entender…

    Estamos falando de “vender Web Standards”? HUm…

    Será que nãi estamos trocando causa por consequência??

    Vejamos: O cliente tem que “pagar” bem para ter um site baseado nos parâmetros “Web Standards”?

    OU

    Tenho que usar usar Web Standards para que meu cliente pague bem?

    MELHOR! Tenho ou não que sempre oferecer o melhor trabalho para meu cliente?

    Pensando…Afinal seria um tanto confuso um profissional que habitualmente utiliza os padrões, conseguir sair deles por conta que seu cliente não vai lhe pagar uma graninha a mais.

    Seria mais trabalhoso e doloroso deixar os padrões(Um verdadeiro profissional conseguiria??) ou aceitar a realidade do clientes brasileiros e tendar mudá-la mostrando trabalho e não aquele velho e conhecido , “jeitinho brasileiro”?

    Concordo com os que defendem que devemos nos preocupar com outros aspectos no processo de desenvolvimento do wbsite.

    Abraços a todos e parabéns pelo blog.

  • 7. Paulo Sicherl  |  Março 15th, 2007 at 1:08 pm

    Conheci um tempo atrás um tal de “Mestre”, nesta época ainda desconhecia o famoso Tableless, com algumas conversas que tive com este “Cabra” fui me interessando pelo assunto, montei um site de Assessoria Empresarial para um cliente em Tableless e o resultado foi impressionante, para conferir basta fazer a busca no google usando as palavras que para meu cliente são mágicas “assessoria em negócios”. Global Targets Assessoria em Negócios Internacionais no topo do “mundo”, rs.

    Abraço Mestre, Uoohh

    Paulo Sicherl.

  • 8. Cristian  |  Abril 18th, 2007 at 4:21 pm

    Em padrões web parabéns para a galera ai.., mas em design..

    abraços…

  • 9. Semântico - um pouc&hellip  |  Maio 21st, 2007 at 11:46 pm

    […] Colocar a mão no código é o jeito de ver com outros olhos aquilo que você está fazendo a alguns anos sem nunca ter realmente dado a verdadeira atenção que o seu trabalho merece mesmo que você não diga isso ao seu cliente (até porque é muito complicado falar disso). Por hora é isso. O Rodrigo me prometeu que, assim que arrumar o código, me avisa e aí eu aviso à vocês para que dêem uma olhada e vejam a evolução. […]

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