Sobre
Nasci em Itabuna no estado da “Bahia com H”. Aos 12 anos fui apresentado � um violão e aos 17 queria ser jornalista e estudar em outro estado… mas não dava.
Meu pai me conveceu e entrei na Faculdade de Direito em Itabuna mesmo.
Estudei um ano e alguns meses mas o violão me perseguia e, ao mesmo tempo, eu já tocava nos bares.
Deixei a faculdade de Direito e resolvi estudar música. Queria ser maestro e compositor. Tentei a Universidade Federal da Bahia. Passava nos testes de aptidão, mas tomava “pau” no vestibular (essas coisas loucas de fazer prova de química para ser maestro).
Um dia em Salvador soube da Universidade Livre de Música e vim para São Paulo em 1990. Aquele era o primeiro ano da universidade e “um milhão” de candidatos estavam inscritos.
Desisti do teste e fui parar no Bixiga. Naquele tempo o brasileiro ainda gostava de música de qualidade e foram muito bons os tempos de Bixiga.
Um dia no bar em que eu tocava conheci minha esposa e me apaixonei na primeira subida que ela deu na escada do bar com aquelas botas de cor marron (não me interpretem mal).
Hoje temos duas filhas lindas. Camille de 13 anos e Gabriela (quase uma santa) de quatro anos. Só para terem idéia do tamanho da encrenca… as duas são loiras de olhos grandes e bem azuis.
Um outro dia enxi o saco de tocar e resolvi que ia arrumar um outro emprego. Com a ajuda do meu futuro sogro fui trabalhar na Nestlé.
Durante o período que trabalhei as duas melhores coisas que conheci foram o Tobias (grande amigo) e um computador (outro grande amigo… mas ele não sabe disso).
Gostei do computador e comprei o meu primeiro 386 com windows 3.11 (for workgroups… lembram disso ?) .
Comecei a programar em Clipper e um dia resolvi dar aulas de computação.
DOS, Word Star, Lotus e Dbase. Abandonei a turma no Word Star (não agüentei tantos Control isso e Control aquilo).
Seis anos depois fui demitido da Nestlé e continuei tentando o caminho da informática.
Nesses tempos do office foram também os tempos do início da internet no Brasil e lembro de ter visto no Word alguma coisa como “página da web”. Fui me interessando por aquilo e confesso ter iniciado minhas atividades internéticas no Word. Em seguida comprei um livro do… Front Page 97.
Pois é… o mundo munda mesmo e, ainda bem que, rápido. Depois de aprender alguma coisa de Front Page queria saber: e agora… como que eu vejo isso na internet ?
Já dava aulas na Data Byte e um instrutor me falou de um espaço gratuito de hospedagem na digiweb. Acessei o site deles e fui procurando entender essa coisa de FTP e index.html ou index.htm. Eu tinha uma conexão discada e era horrível fazer ftp via browser. Certo dia, na cara de pau, liguei na digiweb e um cabra do atendimento disse: “olha… vai no site X e baixa um tal de cute ftp. Aquilo foi a glória… meu quebra-cabeças começou a fazer sentido.
Foram os tempos do Office e fui dar aulas na Data Byte. Essas aulas me renderam um emprego na sede da Franchising como uma espécie de coordenador pedagógico. Eu escrevia apostilas e treinava os instrutores.
Um dia também saí da Data Byte e há seis anos sou Web Designer na OESP Mídia Ltda que é uma empresa do grupo O Estado de São Paulo.
O violão não parou de me perseguir (ou sou eu perseguindo ele).
Abs, André Habib
